Um novo olhar sobre a dor: como nosso corpo a interpreta e sente

          Em um processo traumático e de dor crônica, como nosso corpo vivencia internamente ou subjetivamente esta questão? Será que uma parte de nossa fisiologia guarda memórias implícitas da experiência e mesmo do meio ambiente que pode ter gerado esta dor? Neste texto serão apresentados alguns itens da percepção corporal associados a eventos de natureza física e emocional.

 

Bebês, sensações e inteligência corporal

“As sensações físicas são o verdadeiro alicerce da consciência humana. Um recém-nascido precisa aos poucos aprender a discenir o significado das sensações que seu corpo experimenta. Os bebês aprendem a respeito de seu self (corpo/mente) pela ação e interação com seus pais e com o ambiente que os cerca. À medida que crescemos, somos definidos pela forma como nosso corpo interage com o meio que nos cerca.

A evolução de nossos pensamentos, símbolos e comunicação verbal, que derivam das sensações, deu a nossos primeiros ancestrais uma vantagem crucial, permitindo que compartilhassem êxitos e fracassos e os passassem adiante. Como eram caçadores e precisavam ir em busca de alimento, para que pudessem sobreviver era necessário que estivessem completamente dentro do corpo, assim como os bebês. Uma ruminação mental excessiva certamente implicaria morte súbita ou morte lenta por inanição.

Entretanto, ao longo de milênios, a inteligência inata do corpo foi abandonada e substituída pela exclusividade da racionalidade, da simbolização e da linguagem. O corpo passou a existir única e exclusivamente (como disse brincando um personagem de um cartum de Jules Feiffer) “para transportar nossa cabeça de um lugar para outro…Se não fosse isso, ele não serviria para nada”.

Ao contrário, a consciência de fato se revela por intermédio do desenvolvimento da consciência corporal, do ato de aprender a entender as nuanças e os significados de nossas sensações físicas internas, e também de nossos sentimentos”.

(Peter Levine, Uma Voz Sem Palavras: Como o nosso corpo libera o trauma e restaura o bem-estar. Summus, 2012, págs. 128-130).

 

Tensão e dor são sintomas transitórios…e não permanentes

É comprovado que o organismo humano possui uma capacidade inata de auto-regulação. Nosso tronco cerebral, tendo como base as sensações, possui a função de produzir a homeostase e de trazer o bem-estar de volta ao nosso corpo.  Complementando o trecho do livro acima, esta habilidade é percebida lá na tenra infância, quando a parte racional de nosso cérebro não está ainda plenamente desenvolvida e nossos instintos ancestrais de sobrevivência falam mais alto. Mesmo passando por situações cronicamente estressantes e experiências quase que avassaladoras no decorrer de nossas vidas, temos o conhecimento interno necessário para aprender com estas experiências e reencontrar o equilíbrio fisiológico e psíquico. Neste sentido, toda dor ou tensão crônica resultantes destes episódios deveriam ser sintomas momentâneos, como parte de um processo natural de retenção/estresse, descarga de energia, vivência corretiva e renovação.

 

Dor e trauma não estão no acontecimento…e sim no sistema nervoso 

Ficar em contato com as próprias sensações corporais  (e conhecer as nuances das mesmas) é um poderoso recurso para solucionar e entender como o trauma e as dores musculares crônicas se instalam em nosso corpo. Dores miofasciais crônicas ou agudas, dores nas costas, cervicalgias, lombalgias, fibromialgias, artrites e inflamações articulares diversas, síndrome do pânico… Em muitos casos, estas patologias podem ser consequências de eventos traumáticos em que a pessoa é arremessada para fora do ciclo natural que ocorre em um organismo saudável: o fluxo entre relaxamento e expansão (sistema nervoso parassimpático) e ativação e estresse (sistema nervoso simpático). Veja como o mapa do sistema nervoso autônomo funciona no artigo Massagem, Dores Crônicas e a Consciência de Si (Parte III).

Sensações, imagens, comportamentos e memória

Vivências dolorosas e estressantes como perdas, assaltos, sequestros, acidentes, quedas, desastres naturais, estupros, cirurgias… criam naturalmente um mecanismo de alerta em nosso corpo que, se for muito intenso, pode sobrecarregar o sistema autônomo. Esta superativação ocorre quando não conseguimos lutar, fugir ou congelar de maneira eficiente frente a ameaça externa, seja pela intensidade, duração ou brusca aparição do que ocorreu. Tudo isto pode causar uma ‘ruptura’ nos componentes da percepção corporal desta experiência, que se torna fragmentada em sensações, imagens, comportamentos, afetos e signifcados isolados (SICAS). Estes sentidos, resultantes do acontecimento vivido, formam a memória implícita ou inconsciente:

 

A memória implícita não é fruto da continuidade linear e cartesiana de um fato passado (penso, logo existo)…e sim dos elementos da percepção corporal oriundos da experiência vivida, que podem ser acessados no presente momento (sinto, logo sou).

De acordo com a Experiência Somática, uma abordagem naturalista que trata os sintomas e transtornos do estresse pós-traumático e auxilia, também, na resolução de dores crônicas e miofasciais, a memória dos seres humanos não é uma sequência linear dos acontecimentos. Por ser fundamental para que as experiências de vida tenham um significado,  a memória é resultante de como o indivíduo se percebe no presente momento. Nossa mente tende a escolher cores, imagens, sons, interpretações e respostas com ativação e tons de sentimentos similares, e logo após os traz para o primeiro plano em diversas combinações para elaborar o que chamamos de memória.

O pentagrama da relação corpo/mente (SICAS)

O modelo SICAS (fig.2) permite que nós rastreemos o processo fisiológico que está levando aos sintomas traumáticos e de dores crônicas. É a maneira como nosso corpo organiza a experiência vivida, em relação ao meio ambiente e como regulamos nossas respostas. Trata-se de um método oposto ao da psicoterapia tradicional, baseada no padrão cartesiano “penso, logo existo” e que geralmente inicia o trabalho a partir do significado, de maneira cognitiva. Na abordagem de rastreamento corporal ou sensopercepção, as sensações, imagens, afetos e significados são percebidos pelo cliente, enquanto o comportamento é verificado pelo terapeuta.

Figura 2

Subacoplamento

Quando os componentes citados (sensações, imagens, etc) estão dissociados, sem forma ou fragmentados, dizemos que estes itens estão subacoplados. Quando isto ocorre, há uma falta de percepção do próprio corpo. A pessoa somente percebe um segmento específico, e uma parte do corpo acaba não se conectando com a outra, tornando-as imperceptíveis para a mesma.

Sobreacoplamento

Quando partes distintas (sensações, imagens…) se tornam muito rígidas ou conectadas, elas estão sobreacopladas. Em termos corporais, ocorre um acúmulo de tensões. Muitas vezes tornam-se dores musculares crônicas que não são aliviadas nem mesmo com períodos curtos ou longos de descanso, ou alongamentos.

 

Trabalhando o SICAS

O objetivo principal do trabalho de percepção corporal (que pode ter o auxílio da massagem terapêutica, miofascial/esportiva e outras técnicas corporais) é de aumentar o recurso pessoal do cliente para lidar com seus desconfortos e tensões/dores crônicas. Uma maneira para tal é fazer com que o SICAS torna-se novamente saudável, rastreando os elementos da percepção para que estes voltem a se conectar com fluidez.

 

Sensação

É tudo aquilo que inicia e surge de dentro do corpo. As sensações somente podem ser rastreadas com a ajuda do cliente ou por meio de sinais corporais. São divididas em quatro categorias:

  • Cinestésico: reconhecido por meio do estado de tensão muscular e impulsos de movimento.
  • Proprioceptivo: caracterizado pelo posicionamento das articulações. A propriocepção e a cinestesia nos informam onde estamos localizados no espaço, bem como a velocidade de qualquer parte corporal.
  • Vestibular: reconhecido por meio do ouvido interno que nos permite integrar o subsistema cinestésico e proprioceptivo na gravidade e no tempo. Este sentido está sempre envolvido em traumas prematuros no útero.
  • Autonômico ou visceral: como diz o termo, é proveniente de nossas vísceras e vasos sanguíneos (temperatura, digestão, movimento dos olhos, taxa cardíaca, tremores involuntários e etc).

Exemplos de sensações: calor, frio, tremores, coceiras, queimações, parestesia, etc.

Como é esta sensação?

  • Úmida, seca?
  • Calor, frio?
  • Pressão, Dor?
  • Cresce de dentro?
  • Quantos kg?

Como rastrear sensações

Ajude a pessoa a se mover através do tempo, fazendo-a saborear, alargar, sequenciar e permanecer com a sensação. Toda sensação, quando reconhecida pelo sujeito, é expressa por meio de adjetivos. Assim, quando o cliente disser “estou sentindo uma dor na parte superior das costas”, não diga para ele sentir mais. Procure perguntar: “Caso esteja tolerável, existe mais alguma coisa nesta dor que você percebe?”.

 

Imagem

São todos os tipos de percepção sensorial externa que começam fora do corpo. Além da representação visual em si, neste contexto imagens também são representações internas de um estímulo externo que inclui informações vindas dos sentidos da visão, do tato, do paladar, do olfato e da audição.

No instante em que um trauma se estabelece, todos os sentidos da pessoa direcionam a atenção imediatamente ao aspecto mais evidente da ameaça.  Este aspecto pode ser um som, uma imagem visual, um toque, gosto ou cheiro. Em qualquer trauma (associado com dores crônicas/agudas) o indivíduo pode assumir estes aspectos externos como seus. Exemplo: durante uma cirurgia, um médico diz “isto aqui está complicado”, e o paciente sedado assimilar estas palavras externas (sentido da audição) como sendo suas. Ou uma mulher abusada sexualmente pelo pai alcoólatra pode entrar em pânico ao conhecer um homem que se pareça com ele (visão), ou pelo fato do mesmo estar exalando álcool (olfato).

Como rastrear imagens

O essencial é auxiliar o cliente a expandir a imagem. Indague por mais detalhes: “O que mais você está vendo?” “Há algo mais nisto?”  “Qual a forma?” (Ou pergunte qual a cor, barulho ou sabor?).

 

Comportamento

É o único sentido que é possível de ser observado pelo terapeuta de forma direta. O comportamento ocorre em níveis de consciência distintos, que variam desde movimentos voluntários mais conscientes a padrões involuntários inconscientes. São eles:

  • Movimentos voluntários: gestos, ou grandes movimentos controlados pela vontade. Exemplo: uma pessoa enquanto fala, gesticula com as mãos e os braços.
  • Expressões emocionais: expressões faciais em geral. São geralmente consideradas involuntárias. A função primária da emoção é a comunicação.
  • Mudanças de postura: é considerado o terceiro nível de percepção menos consciente no sentido do comportamento. Envolve mudanças sutis nos ombros, alongamento da coluna, pequenos movimentos com a cabeça, etc.
  • Movimento intencional: são movimentos preparatórios que acontecem antes dos movimentos habitualmente percebidos pelo senso comum. A postura costuma ser a base disto, tendo a coluna como referência. Os movimentos intencionais, decorrentes de informações armazenadas no hipocampo e na amígdala, são perdidos no trauma e na dor crônica. Para recuperá-los, é necessário que o observador (terapeuta) aprenda a rastrear movimentos intencionais de orientação e defesa (micromovimentos do pescoço, braços, pernas, etc).
  • Movimento autônomo: caracterizado por sudorese (suor), mudança na frequência cardíaca, tremores, dilatação da pupila, mudança na coloração da pele, entre outros. São sintomas visíveis, o observador os perceberá. Estes sintomas permitem o mapeamento entre comportamento e sensação, e que ambos sejam incorporados ao nível do sistema reptiliano, parte instintiva e ancestral do nosso cérebro relacionada a reações de sobrevivência (fuga, luta e congelamento).
  • Movimentos simbólicos (mudras): são oriundos do inconsciente coletivo. Tratam-se de movimentos arquetípicos que surgem involuntariamente e são reconhecidos somente quando apontados por outra pessoa. É importante trazer consciência para estes pequenos gestos (feitos pelas mãos e braços), pois são um fantástico recurso. Exemplos: o tocar dos dedos das mãos, “postura do guerreiro”, mãos abertas sobre os joelhos, mudras de “mãe segurando bebê” (muito comum em veteranos de guerra do Vietnã), entre outros. São gestos muito profundos.

 

Rastreando o comportamento

Por meio das nuances de comportamento aqui citadas, o terapeuta terá acesso a informações essenciais que o ajudarão a rastrear e escolher o momento mais apropriado para determinadas intervenções. Pela experiência e sensopercepção ele notará, por exemplo, que mãos quentes tendem a ser sinais de relaxamento, enquanto mãos frias demonstram medo ou estresse. Ou que uma pele corada (ruborizada) pode indicar não apenas raiva ou vergonha, mas também pode revelar uma liberação de energia; um movimento direcionado a uma maior vitalidade. Tudo isto, claro, dentro de um contexto envolvendo todos os outros sentidos.

Durante o atendimento, perceba se o cliente executa movimentos de afastar ou de aproximar. “Estou observando se…” “Há algo que seu corpo queira fazer…” (não dramatize).

“Sinta a sensação deste movimento que seu braço (ou perna) está fazendo” – aquiesça-o – sem fazê-lo maior ou menor do que é. O terapeuta também pode pedir para que a pessoa faça o movimento de forma muito lenta, ou com micromovimentos.

 

Afeto

Este quarto sentido é dividido em emoções categóricas (ou qualidades emocionais fortes) e contorno dos sentimentos baseados no felt sense (sensopercepção):

  • Emoções (categóricas ou de qualidades emocionais fortes): raiva, medo, tristeza, repulsa e alegria. São sentimentos que o cliente experimenta internamente e o terapeuta pode perceber a partir de sua postura e de suas expressões faciais.
  • Contornos dos sentimentos (sensopercepção): este nível de afeto talvez seja tão ou mais essencial para a qualidade e condução da vida que as emoções propriamente ditas (citadas no item anterior). São nuances de sentimentos que não são emocionais, e que muitos de nós nem percebem que existem por serem muitos sutis. Envolve a sensopercepção, ou seja, a Gestalt de tudo que organiza nossa experiência interna, nos dizendo a qualquer instante onde estamos e como nos sentimos.

Rastreando o afeto

Quando se trabalha um afeto do tipo sensopercepção não queremos apenas voltar na sensação, mas também aprofundá-la. Exemplo: “Procure sentir esta emoção (tristeza, medo…) e a sensação que acompanha esta emoção.”… “Curta/saboreie este sentimento de…(raiva, alegria, etc)…como você sabe que está sentindo isto?” Indague sempre com o intuito de aprofundar o afeto.

Sendo um afeto emocional (medo, raiva, alegria…etc) o objetivo do terapeuta é destrinchá-lo em suas partes e retornar depois a sensação. “Como você sabe que está com (medo, raiva…)”… “E quando você sente esta emoção, o que acontece?”… “O que ocorre no seu corpo quando você percebe este sentimento/emoção?”.

 

Significado

São os rótulos que colocamos na totalidade da experiência, aos componentes combinados de Sensação, Imagem, Comportamento e Afeto. São crenças, interpretações, funções cognitivas, pensamentos e conhecimentos intrísecos que acessam todo o espectro da experiência interna. Quando alguém é acometido por um trauma ou experiência de dor, suas crenças e significados tornam-se fixos e limitantes, resultando em verdades incontestáveis. Exemplos: “Eu nunca vou ter dinheiro suficiente para mim”; “Não dou certo em relacionamentos”; “Já me acostumei com esta fibromialgia que tenho”; “Vou ter dor de cabeça pelo resto da vida”, etc. Estas crenças em geral estão vinculadas a sensações, imagens, comportamentos e afetos que não estão se conectando com fluidez.

Qualquer sentido do SICAS pode estar sobreacoplado, ou seja, automatizado: a mesma sensação, sempre conectada àquela imagem, àquele mesmo comportamento, afeto e significado. No subacoplamento ocorre o oposto: todos os componentes da percepção estão separados e dissociados.

Trabalhando o significado

Perguntar ao cliente: “Você tem este pensamento que…”; “O que ocorre no teu corpo quando você tem esse pensamento?”.

 

Rastreando os cinco sentidos do SICAS

Exemplo1: Cliente relata sentir uma dor crônica nas costas, localizada na musculatura medial da escápula esquerda (músculo rombóide maior e menor). Além disto, possui um leve transtorno obssessivo-compulsivo em relação a própria segurança. Obs: a obsessão está ligado ao pensamento e a compulsão, ao comportamento/ação.

Depois de algumas sessões rastreando a dor nas costas (sentido sensação), trazendo-a para um nível tolerável, aparece o rosto de uma babá (imagem) que cuidou deste cliente quando o mesmo tinha de 1 a 3 anos de idade. Quando indagado se sente algo a respeito, aparece um sentimento de aversão e tristeza (afeto). Deitado na maca o cliente inclina o tronco ligeiramente para a direita e estende um pouco os braços, além de fazer movimentos sutis com os pés, como se quisesse se afastar daquela presença (comportamento). Após uma intensificação do movimento de vai-e-vém e de tremores involuntários das pernas e dos pés, surge uma respiração profunda e os movimentos se cessam. Em seguida ocorre um sutil movimento de rotação da cabeça (orientação – novo comportamento). O cliente diz que agora sente as pernas mais quentes e presentes, além da dor nas costas ter atenuado bastante, ressaltando a sensação de leveza que ficou no lugar (nova sensação).

Exemplo2: Um cliente com sintomas de bursite no ombro direito disse que fica muito apreensivo (afeto) quando, além da dor no ombro, sente o braço gelado (sensação). Perguntado sobre o porquê deste receio, o mesmo relata que presenciou há muitos anos um amigo que deslocou o ombro durante uma série de levantamento de peso. Ao socorrê-lo, percebeu a sensação fria nos ombros e no braço do colega. Intui-se que sua crença (significado) é de que a sensação de pele fria é um indício de ‘algo se rompendo’, ou uma possível lesão óssea do manguito rotador (ombro). Após um rastreamento com a S.E (experiência somática) e com manobras de massagem miofascial seguidas de alongamentos, houve um alívio na sensação de dor na cintura escapular e nos ombros. Porém, junto com o alívio, apareceu a sensação de ‘gelo’ no braço direito. O cliente foi orientado a ficar em contato com esta sensação (pois a mesma estava tolerável) e prestar atenção se aparecia alguma mudança. Logo após surgem queimações e sutis tremores no braço direito (nova sensação), e pequenos movimentos de elevação da escápula direita (novo comportamento). Indaga-se também qual a sensação do braço esquerdo, e o cliente informa que está na temperatura ambiente (ausência de frio e calor) e sem nenhuma dor. Ao final, as dores na cintura escapular e ombro direito desaparecem, e o braço direito fica com uma sensação quente e de leveza (nova sensação).

Escute a natureza interior

Os exemplos acima demonstram um pouco como funciona o mapeamento do SICAS, envolvendo as vertentes comportamentais, neurofisiológicas e somáticas da vivência de um indivíduo. Quando todos estes aspectos voltam se reintegrar de forma natural, ocorre uma quebra de padrões destrutivos e de crenças antigas e ineficazes. Com o entendimento deste processo interno corporal, a pessoa passa a perceber que nenhuma dor ou moléstia é uma sentença definitiva…basta aprender a escutar a sua natureza interior – o próprio corpo – dentro do tempo necessário.

 

“O corpo tem razões que a própria razão desconhece”.

Pascal, filósofo frânces.

 

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Referências e fotos.

  • LEVINE, Peter A. Uma Voz Sem Palavras: Como o nosso corpo libera o trauma e restaura o bem-estar. São Paulo: Summus, 2012. 320 p.
  • Material fornecido por Gustavo Macedo Dutra (médico, psiquiatra e psicoterapeuta).
  • MOTTA, Raquel Cunto. Avaliação da Imagem Corporal durante o Processo do Rolfing®. 117 f. Dissertação de Mestrado (Faculdade de Educação Física) – (Universidade Estadual de Campinas), Campinas, 2003. Disponível em:  <http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000300851>
  • ROSSI, Cornelia. NETTO, Liana Rodrigues. Práticas Psicoterápicas e Resiliência, Diálogos com a Experiência Somática.  Editora Scortecci, (2013),pp 246-261.
  • https://pixabay.com/.
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal.

 

 

 

 

Massoterapeuta, Terapeuta Corporal e Profissional de S.E. Atua há dez anos na área de massoterapia, terapias corporais e de abordagens naturalistas.